O coração aguenta a emoção no prédio

Com um aluguel de R$ 500, Celuta Ferreira Alves decidiu mudar para uma das ocupações mais famosas de São Paulo, na Avenida Prestes Maia. A auxiliar de limpeza, que está afastada e recebendo pensão do INSS atualmente, sempre morou na capital.

Aos 50 anos, Celuta é cardíaca e está afastada do trabalho. A ideia de ir morar na ocupação surgiu de uma pessoa mais nova que a aconselhou a procurar a coordenação. “Vim e fiz a ficha. Peguei os documentos dos meus filhos e passei pra eles”.

Centro Ocupado

Centro Ocupado

No início, encontrou um local como quarto e cozinha. Porém com o filho também doente, não dava pra ficar nesse lugar, pois era em um andar muito alto. “Meu filho tem bronquite, então pra subir e descer era complicado”.

O filho de 18 anos vive com ela no mesmo quarto na ocupação. Já a filha mais nova, de 17, mora no sétimo andar. “Ela tem um espaço dela. Ela veio junto com o marido e os dois filhos. Morava  em uma pensão onde a luz e a água eram cobradas “por cabeça”. Os bolivianos gastavam muito e minha filha pagava muito consequentemente. Ela entregou a chave lá e veio viver aqui no sétimo andar”.

Celuta participava antigamente da luta. Ia a reuniões dos grupos de base, mas nunca havia morado em ocupação. “Só ia à reunião, via e ia embora. Participar é bem melhor”, compara a moradora da Prestes Maia. “É bom você estar com sua família na ocupação. Há de ser alegre porque você está morando aqui e lutando por uma coisa que vai sair”.

Saiba mais sobre a ocupação na Avenida Prestes Maia, 311

Por trabalhar no centro e ter uma infraestrutura bem melhor na região, Celuta vê como um benefício a moradia no centro. “Eu trabalho perto, tem escola, hospital. Você vai ao Brás. Pode comprar as coisas mais em conta. Vai à loja com pouco dinheiro e compra bastante coisa”.

A ocupante mineira chegou a São Paulo ainda pequena. “Minha mãe morreu aqui, ela tinha problema do coração. Eu tenho umas irmãs perdidas pelo Brasil. Minha mãe morreu e não contou direito sobre as duas irmãs. Outras duas moram na Lapa e também não vejo há tempos”, comenta a moradora.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s