Entre os estudos e o conforto da moradia

Alexandre teve que escolher entre a moradia e os estudos

Enquanto reforma seu apartamento, o jovem baiano recebe a reportagem do Centro Ocupado e conta um pouco sobre a experiência no Hotel Cambridge. Alexandre José de Souza tem 34 anos e há 12 vive em São Paulo. Após a separação no casamento, foi morar pagando aluguel, junto com seu irmão e ao decidir investir em seus estudos teve que optar entre a universidade e a moradia.

Um colega convidou-o para participar da ocupação do prédio. Alexandre vive a primeira experiência no movimento de moradia, mas justifica essa escolha pelo custo dos estudos. “Há uns 4 anos pagava aluguel. Eu separei e a casa ficou com minha mulher. Fiquei um pouco apertado porque estou estudando. Peguei o dinheiro pra poder investir no meu estudo e tive que vir pra ocupação”.

Centro Ocupado

O jovem solteiro lembra não ter entrado logo no primeiro dia, mas que foi bem marcante quando chegou ao Hotel Cambridge. “Peguei esse espaço cerca de 20 dias depois da entrada. Todo dia a gente está ajudando o outro. É uma família. Aqui você tem que estar sujeito a mudanças. Estou me adequando a elas e são positivas”, comenta Alexandre, fazendo um “balanço” da vivência no prédio.

Saiba mais sobre a ocupação na Avenida 9 de Julho, 216

Em uma nova fase, jovem diz viver melhor na ocupação do que quando era casado. “Tenho meu espaço, tranquilo. Meus pais moram no Rio, mas meu irmão mora aqui na ocupação. A gente dividia o aluguel e ele também optou por estudar”. Alexandre tem um relacionamento estável e seu irmão, conta, já está quase casado. “É tranquilo. Ele vive a vida dele e eu, a minha”, reflete o morador sobre como é a convivência com o irmão no local.

Desde o início, nem tudo é belo e perfeito. Alexandre nunca tinha pisado em uma ocupação, mas com a chegada ao local teve que se acostumar. “Na verdade, eu fiquei com um pouco de medo. Você vê que não é nada daquilo que você imaginava”. Outro ponto que Alexandre comenta é a indecisão sobre o futuro na moradia, apesar de ter tido o DIS decretado. “Aqui, a gente não sabe o dia de amanhã. Esse prédio não é nosso. Ele é nosso enquanto estamos zelando por ele. Mas não é nossa propriedade”.

Centro Ocupado

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