Nem a lojinha escapa das mudanças

A Praça das Artes, em frente à ocupação, abrigou jornalistas na Virada Cultural desse ano como sala de imprensa, mas trouxe problemas a Armando Mascigrande, proprietário de uma loja de mochilas e bolsas logo ao lado da entrada do espaço cultural.

Centro Ocupado

Faixas em frente ao imóvel chamam atenção quando se busca a discussão sobre moradia e uso dos imóveis vazios. Segundo Armando, o projeto do local prevê destruir mais alguns imóveis na redondeza, inclusive sua loja e que não aceitou o valor oferecido pela Prefeitura. “Em 2008, eu recebo uma intimação que esse imóvel em que estou instalado aqui, é de utilidade pública. Para instalação da Praça das Artes”. Os representantes do órgão municipal fizeram uma oferta de R$484 mil pelo local e segundo Armando, a nível de mercado deve variar muito mais. “Eles ofereceram esse valor sem saber da existência da loja”.

O comerciante lembra quando foi à prefeitura. “Falaram que era a população que seria beneficiada. Contratei um advogado e ele fez a petição mostrando a loja. Tem um comércio e ,no meu caso, o comércio é pra minha sobrevivência”, diz Armando que aparenta estar em uma situação muito complicada.

Saiba mais sobre a ocupação na Avenida São João, 288

Em relação ao seu imóvel, o proprietário diz que houve grande descaso por parte da prefeitura. “Eles só pensaram na obra. O litígio está em processo. Fiquei sabendo que com órgão público, não há conciliação judicial”, comenta o representante da terceira geração da família no comando do estabelecimento.

Assim como nas ocupações, onde um dos motivos é a infraestrutura da região central de SP, Armando também aproveita a fama da Avenida e proximidade com estações de metrô. Caso tenha que sair, o comerciante pensa em procurar algum lugar barato. “Independente disso, estou na Avenida São João, uma das principais avenidas da cidade”.

Em relação à ocupação da Avenida São João, 288, que fica em frente à loja, Armando diz que encontra com as pessoas diariamente e que alguns já foram até clientes. “A prefeitura devia colocar as pessoas em negociação com o proprietário. Os caras não têm água e vivem com gambiarras de energia”, diz o comerciante relacionando a vida mal estruturada no prédio com o descaso do proprietário com o imóvel.

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