A adrenalina no ato de ocupar conquista

A gravidez de 4 meses não diminui a força de vontade na luta da manicure de 35 anos. Eva Muniz participa da luta nas ocupações há mais de um ano e desde julho de 2013 vive na Rua Capitão Salomão, 55. O marido é quem tem um contato mais próximo com o movimento, mas a mulher não fica distante e comenta: “Eu gostei da ocupação. É emoção pra mim ocupar”, lembra ao comentar sobre a preocupação do marido.

Eva conta que levou um tempo até se acostumar com a vivência na ocupação, mas que a necessidade fez com que fossem para o prédio ocupado. “Meu marido conhecia outros movimentos. Morávamos de aluguel no Brás. A conta não fechava e viemos para cá”, comenta a moradora. O primeiro prédio onde viveu no movimento foi na Marconi, em setembro de 2012.

Centro Ocupado

Com mais de um ano sem pagar aluguel, o casal conseguiu economizar um valor significativo e estão na busca da casa própria agora. “A data de previsão da entrega das chaves é 2015”, conta Eva sobre a nova moradia em Itaquaquecetuba, um apartamento de dois quartos.

Saiba mais sobre a ocupação na Rua Capitão Salomão, 55

A moradora diz preferir um sítio ou um local mais afastado do centro da cidade. “Pro meu marido seria mais prático morar no centro”. Em relação à profissão de saqueiro do marido, Eva comenta que a quantidade de coisas que ele carrega durante o trabalho é muito grande.

A ideia de ocupar prédios não é legal, segundo a moradora, mas as pessoas que estão ali realmente necessitam dessa moradia. “Eu quero que as pessoas continuem. Não vou abandonar o movimento, vou ajudar quando puder”, diz a moradora ainda novata na luta social por moradia. Com a gravidez, Eva diz que não poderá mais participar das ocupações, mas que isso não evita que vá a atos e passeatas.

Centro Ocupado

A vida no prédio

“Eu gostei da ocupação. Porém, meu marido fica preocupado quando eu vou ocupar”. Antes a família morava em um quarto alugado por R$ 800. Durante a vida no prédio, Eva prefere não se evolver muito. “Com algumas pessoas têm que saber o que se fala e o que se faz”.

Eva diz que gosta muito da ação de ocupar. “Ocupei a 24 de Maio, a Xavier, a Capitão e a da Palmeiras”, comenta a moradora lembrando as ocupações em que participou. “Estou grávida há quatro meses e meu bebê vai nascer na ocupação”.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s