As pessoas se assustaram com a mudança

A 25 de Março funciona como seu ambiente de trabalho e a casa é em um hotel abandonado que hoje abriga uma das ocupações na Avenida São João. “A luta é pela moradia e pra ver se conseguimos nossos direitos”, comenta Fábio.

Segundo o morador, a organização do prédio se deve à coordenadora. “Antonia é a líder do movimento e quem corre atrás da luta. Quem não caminha junto ao movimento tem que sair”.

Centro Ocupado

O jovem casado lembra o dia da ocupação. “Num dia falaram que iriam ocupar os prédios do centro. No meio desse tempo, do terceiro andar pra cima, não tinha mais ninguém. As pessoas foram arrumando os andares de baixo”. A partir daí, o próprio movimento foi vendo o desempenho de cada um, com as mudanças e manutenções do local e separando os lugares para poderem “construir” sua nova casa. “Tinha vários buracos no apartamento. Fiz a massa e arrumei os vãos. Meu filho mora também na ocupação. Colocamos piso. A encanação foi feita pelos membros do movimento”, diz Fábio mostrando os locais onde houve reforma.

Saiba mais sobre a ocupação na Avenida São João, 588

O morador do último andar do prédio diz não ter do que reclamar (dá graças a Deus). Fábio está na ocupação desde o primeiro dia. “O negócio era feio mesmo. Arrumamos tudo. Foi ficando assim mais arrumado”, lembra quando entraram e gesticula mostrando a quantidade de lixo retirada do imóvel.

As ideias na ocupação

“Ser coordenador exige muita paciência e responsabilidade e ainda tem muita correria”, comenta o morador quando questionado sobre a vontade de liderar uma ocupação. Um outro ponto é vestir a camisa e saber lidar com o movimento. “Depois que você tiver sua moradia, você faz o que você quiser. O movimento recebe doações de alimentos. Tivemos cozinha comunitária. É fácil entrar e mais fácil ainda de sair”.

Entrar no prédio

Fábio foi o primeiro a trazer as coisas para o prédio. “O caminhão encostou e achavam que era doação. As coisas estavam paradas em outro canto e trouxe a geladeira também”, lembra o morador.

Em relação ao trabalho de ambulante, Fábio vê um grande esforço para poder ter uma estabilidade financeira na ocupação. “Vendo capa. “Capa, capa, capa. Uma é três, duas é cinco”. Ajudo meu filho que ele tá desempregado, para não faltar o pão de todo dia”. Além disso, o morador também se preocupa com o auxílio que dá ao movimento, para a manutenção do imóvel. “Procuro pagar a mensalidade em dia, porque é o movimento. É um negócio sério”.

A responsabilidade, segundo Fábio, é um dos pontos mais importantes na busca pela moradia digna. “Eu faço tudo certo, pra dar tudo certo. Como preciso de moradia, só ando pelo certo. Você primeiro tem que respeitar”.

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