A solução morava ao lado da ocupação

Uma ocupação dupla. Assim pode ser definida a situação durante a reintegração do imóvel na Rua 24 de Maio, 207. Quando ocuparam o local em 2012, os moradores “incorporaram” o terreno ao lado do prédio e com a reintegração tiveram uma “alternativa” à saída do edifício.

O coordenador do MMPT no local diz que a reintegração seria nos dois locais, porém o movimento conversou e conseguiu manter a “posse” do terreno, onde Gilson, um dos membros do movimento, arrumava o portão no meio da tarde. O morador da ocupação contou à reportagem do Centro Ocupado que a ideia era ficar no prédio, mas com a mudança, irão adaptar o espaço ao lado para abrigar as famílias que ainda não têm pra onde ir e conforme for, continuar a resistência na luta por moradia.

Centro Ocupado
Não há como comparar o terreno ao prédio. Os espaços onde cada família poderá descansar será muito menor que no prédio e menos seguro. A ocupação no terreno será feita com lona e a chuva, que enquanto estavam no edifício, podia ser apenas uma complicação para encanamentos e telhas, agora fica mais próxima com as barracas ou ‘casas’ que fizerem. O local não tem cobertura alguma, sendo assim, terão mais trabalho para reconstruir as moradias.

O lado nada curioso da reintegração

O prédio estava sendo lacrado enquanto alguns funcionários da empresa que realizava as mudanças dos moradores do prédio conversavam em frente da ocupação. Um casal, aproveitava o metal das grades que fecham a entrada do prédio para namorar. Parecia um clima mais ameno, apesar da quantidade de pessoas que saiu do prédio sem ter pra onde ir.

Saiba mais sobre a ocupação na Rua 24 de Maio, 207

Curiosos ficaram com a lente tirada da bolsa para fotografar e desconversavam sobre quem era o responsável pelas mudanças. Pouco queriam falar sobre as famílias, no caso, para onde e como tinham ido embora. Apesar de eles terem sido os condutores dos caminhões para as mudanças.

A reintegração foi calma e os ocupantes do imóvel saíram com a certeza de ter onde dormir no terreno ao lado, ainda ocupado e que pode ficar para um próxima briga judicial, com um novo pedido de reintegração. Isso fica para outros capítulos.

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