A luta é mais complicada do que parece ser

Nelson da Cruz Souza é o coordenador-geral do MMRC, Movimento de Moradia da Região Central, no centro de São Paulo. Ao chegar à cidade, foi morar de favor e depois partiu para o aluguel. Após ficar desempregado teve que resolver o problema da moradia e conheceu a luta social na capital paulista.

Participou da luta junto a Gegê, líder do MMC, e depois decidiu criar o próprio movimento. Em relação à vida nas ocupações, Nelson diz não ser nada fácil e que a luta é muito complicada. “Não é bonito e não é fácil morar numa ocupação. Tudo que você vai fazer é sob regras. Está lutando pra adquirir seus direitos”.

Centro Ocupado

A conversa com o poder público é necessária, mas quase nunca efetiva, diz Nelson. “O Estado não é para o povo nem do povo. As pessoas não estão pedindo nada pra ninguém”. Ainda segundo o líder baiano, o movimento e os moradores não são contra o dono do prédio, mas contra o atraso da reforma urbana.

Saiba mais sobre a ocupação na Rua General Couto de Magalhães, 381

A ocupação da Couto Magalhães teve o pedido de reintegração de posse feito pelo poder público, proprietário do imóvel. “Eu acho que essa briga pelos prédios ociosos e os ocupados tem que ter o direito de quem não tem onde morar ocupar o lugar. Pra onde vai essa criança, a mulher grávida, o idoso? O Estado aceita isso na maior naturalidade”.

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