O sonho de uma vida: a casa própria

“Sempre tive o objetivo de ter uma moradia. Foi o primeiro objetivo da minha vida”, revela Gilson

Sentado numa cadeira branca, de frente para o gravador, Gilson Sophia de França fala sem qualquer timidez. Aos 43 anos, o soldador conta que há 22 anos veio da Bahia para São Paulo, com a irmã e um único objetivo: trabalhar para conquistar o sonho de um lar.

Atualmente seu endereço é a ocupação da Rua Capitão Salomão, 55, centro de São Paulo. Antes disso morou na zona norte da cidade, Vila Guilherme e Parada Inglesa. Primeiro de aluguel, depois foi pedir abrigo para a mãe.

A decisão de morar em ocupação veio de repente: “Eu estava andando pelo centro e vi uma placa, me interessei, me informei e comecei a fazer parte do movimento”, lembra Gilson. Isso foi em outubro de 2012.

centroocupado

Segundo ele, a vida na ocupação não é difícil. A acessibilidade da região central é o grande trunfo: “Facilitou bastante a minha vida. Oportunidade de emprego é aqui no centro, não no bairro. Fora que, no caso, tinha que pagar passagem para vir para o centro. Morando aqui fica mais fácil ter acesso ao meu serviço”.

Vai além. Identificado com a luta, conta que o objetivo de uma casa própria é antigo. Já tentou algumas vezes o financiamento pelos meios tradicionais, mas por causa da burocracia não conseguiu. Com 22 anos de São Paulo, segue na batalha, agora dentro do movimento.

“Sempre tive o objetivo de ter uma moradia. Foi o primeiro objetivo da minha vida. Desde que eu cheguei aqui sempre busquei isso”, revelou o morador.

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A relação de pai e filho

Atualmente trabalhando com serralheria, o soldador baiano também é pai. Tem um menino de 16 anos que mora com a mãe.

“Quando separamos, ele tinha 8 anos mais ou menos. Essa relação de separação é difícil. Depois ele entendeu que ficaria entre os dois. Ele é apegado à mãe dele, mas gosta de mim também. Às vezes fica com a mãe e quando está de férias fica comigo”, conta.

Entretanto, Gilson não esconde o desejo de conquistar uma moradia para poder ter o filho mais perto. “Ele sabe que eu moro em ocupação, algumas vezes vem me visitar. Sabe que eu estou lutando por um objetivo, que é por ele também”, finaliza.

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