A mãe de uma família bem grande

Foi um mês inteiro de muito trabalho pra limpar o prédio. “Quem entrou queria sair correndo pra fora. Eu passei mal. O Netinho ficou doente. Fezes de pombo, a maior nojeira. A gente tava fazendo isso pra eles morarem”, assim Maria Luzinete de Santana define o começo da luta no Castelinho.

Saiba mais sobre a ocupação na Rua Xavier de Toledo, 150

Aos 52 anos e com três filhos, a pernambucana que coordenava o prédio pelo UAMP, junto a Wagner (representante do MMPT), vivia os últimos dias na ocupação e mostrava parte desse sentimento de saída do imóvel. “A gente vem, põe luz e arruma tudinho. Ninguém quer ver seu pessoal embaixo da ponte. Eu tenho eles como minha família”.

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Os moradores buscam a moradia digna, relevando muitas vezes as dificuldades apresentadas na ocupação, como infraestrutura, preconceito e a própria individualidade que é trocada por uma vivência de maior coletividade. “É triste você entrar em um prédio sem saber como ele está. Darei o sangue para eles morarem com dignidade”.  Luzinete lembra que alguns moradores não tinham emprego e nem casa. “Hoje em dia, vejo eles com um sorriso. Hoje eles têm emprego com carteira assinada, trabalham pra valer e com brilho no rosto. Tem comida na mesa, cosia que não tinha antes”.

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